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Quem escolhe aquilo a que prestas atenção?

By 25 Janeiro, 2019Reflexão

Uma coisa que sempre me fascinou foi a diversidade de experiências emocionais que os seres humanos podem ter, mesmo vivendo no mesmo contexto.

Colegas de trabalho, a conviver na mesma empresa com as mesmas realidades, podem estar felizes e motivados – uns – e infelizes e desmotivados – outros. Pessoas a viverem no mesmo país podem adorar ou detestar o contexto social. Vizinhos a partilhar a mesma área podem viver cheios de medo ou sentindo-se seguros.

De que depende esta diversidade de experiências?

A resposta a esta questão torna-se interessante sobretudo por razões de desenvolvimento pessoal, pois se conseguires descobrir o que gera as experiências emocionais que mais te interessam, então poderás trazê-las sempre que entenderes para a tua vida.

Ao fim de algum tempo a pensar sobre este assunto a resposta surgiu-me naturalmente: aquilo a que prestamos atenção gera os nossos pensamentos e, logo, os nossos sentimentos. O que dita, então, aquilo a que prestamos atenção?

Resolvi fazer uma experiência. Estava a sentir-me bem, o dia estava frio e solarengo, a mente despreocupada e curiosa em relação a estas questões.

Ligo a televisão e reparo nas notícias. São, quase todas, escolhidas a dedo com um elemento em comum: são ativadores do medo. Do meu medo, enquanto espectador: medo do terrorismo, das doenças, das dívidas, das aldrabices, da maldade, da desconfiança. A corrupção na política, o avião que caiu, um novo surto de doença, a violência num bairro, a falta de emprego… Um encadear de notícias negativas que acabam por ativar, inevitavelmente, o último dos medos: o medo do medo.

Aquele que nos transforma em seres pequenos, acanhados, amedrontados. Seres prontos a abdicar daquilo que têm de mais humano – o amor, a compaixão, a coragem – em nome da suposta proteção do medo. Prontos a julgar, condenar, atacar aqueles que nos são apresentados como os causadores do medo. Sem entender que o medo é alimentado pelo foco que nos é imposto.

Ao fim de 15 minutos estava, claro, a sentir-me diferente do momento em que tinha começado a experiência: tinha agora o medo bem presente no meu organismo!

Não alinho, normalmente, em teorias da conspiração. Não acredito que editores de jornais e canais de televisão, políticos e líderes de opinião, propaguem deliberadamente o medo (com algumas maquiavélicas excepções). Acredito é que estejam tão dominados pelo mesmo que já não conseguem ver o mundo de outra forma.

Como podemos fazer, nós, para nos colocarmos a salvo desta cultura do medo, mantendo-nos – simultaneamente – informados? Como podemos saber o que anda a acontecer neste mundo, por forma a podermos criar sobre ele uma influência positiva, sem nos deixarmos abafar pelo ruído das notícias assustadoras?

São estas as perguntas que lanço à Mia, para abrir o episódio #82 do Podcast Inspiração Para Uma Vida Mágica. E as respostas surgem, permitindo-me reclamar novamente o meu poder pessoal.

Ufa. Ainda bem!

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