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O que me falta é dinheiro!

By 15 Março, 2019Reflexão

O dinheiro, esse meio engenhoso que nos permite fazer trocas económicas, ganhou proporções divinas e controla as nossas vidas. Mais dinheiro, mais poder, mais possibilidades, mais felicidade! Ou será que não?

Este é um dos temas que mais frequentemente toma conta da nossa experiência. Fazemos tanta coisa para poder ter dinheiro suficiente. Criamos alianças e desfazemos relacionamentos por causa do dinheiro. Temos sonhos e pesadelos com o dinheiro como herói ou vilão. Podemos até atropelar os nossos valores por causa do dinheiro!

Segundo dados recentes (2018) de um estudo norte-americano, o dinheiro é a principal causa de stress para 44% da população (norte-americana), à frente dos relacionamentos (25%) e do trabalho (18%). Estes números batem certo com a minha experiência pessoal a conversar sobre o tema do stress com amigos, clientes e alunos.

A experiência de não ter dinheiro suficiente para assegurar uma sobrevivência digna, para fazer face a despesas e compromissos cria um estado constante de stress, com as consequências bem conhecidas sobre a saúde. Mas mesmo quando o mínimo está assegurado, o não poder aceder a certas experiências de consumo, ou o não poder oferecer certas coisas à família, pode ser suficiente para gerar altos níveis de stress.

O dinheiro, e a sensação de falta dele, conectam-se facilmente com o medo de não ser suficiente e o medo de não ser amado – os dois medos existenciais do ser humano. “Não tenho dinheiro suficiente, logo sou um falhado”, “não tenho dinheiro suficiente, logo os outros devem achar que sou um falhado”. Ter pouco dinheiro pode ser causa da sensação de humilhação social ou o início de um processo de depressão e falta de entusiasmo em relação à vida.

O dinheiro não tem significado ou valor intrínseco, ou seja, não é bom nem mau. É só um meio de troca. Como ganhou então esta dimensão psicológica? Bem, quando falamos de dinheiro estamos, na realidade, a falar da forma como nos faz sentir. E o dinheiro faz-nos sentir de uma determinada forma em função daquilo que pensamos sobre o dinheiro.

“Dinheiro é uma coisa má”, “nunca vou ter dinheiro que chegue”, “o dinheiro faz sempre falta”, “tudo é mais fácil quando há dinheiro”, “só levo as coisas a sério se for a dinheiro”. Em cada uma das nossas palavras, das nossas expressões, das nossas afirmações, ficam subjacentes certas crenças sobre dinheiro. De onde vêm? Das nossas experiências e aprendizagens enquanto crianças e jovens? Se sim, o que aprendemos e de que forma nos limita agora a experiência na vida adulta?

A maior parte das pessoas passa ao lado destas reflexões. Dessa forma, não só não conseguem entender a realidade financeira que criaram (e de maioritariamente não gostam) como não conseguem libertar-se das limitações e amarras mentais que as impedem de se relacionar de forma diferente com o dinheiro – sem stress, sem angústia, sem escassez emocional.

Se aprendermos a apreciar a forma como se formaram as crenças que temos em relação ao dinheiro, podemos começar a criar espaço mental para transcender essas crenças e criar outras mais possibilitadoras – que realmente nos possam dar suporte na empreitada de ter mais dinheiro, mais possibilidades, mais abundância.

E é sobre esta abundância e estas crenças relacionadas com o dinheiro que iremos falar no próximo espisódio do Podcast Inspiração para uma Vida Mágica  que está quase quase no ar!

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