O Caminho Menos Percorrido…

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  • 12 Abril, 2016

Em 2007, pouco tempo depois de me ter começado a interessar pelo desenvolvimento pessoal, fiz uma curiosa experiência – acho que nunca a tinha partilhado. Um recente acontecimento fez com que saltasse a memória de tão peculiar momento, razão pela qual decidi escrever hoje sobre esta história…

Estava num shopping, acompanhado pela minha filha, então com 3 anos de idade. Sentia uma vontade de encontrar uma leitura estimulante, algo que me indicasse o caminho a percorrer. Estava num período muito interessante da minha vida: trabalhava para uma multinacional, tinha alcançado estabilidade profissional e financeira, só que tinha descoberto o mundo do coaching e da PNL e estava indeciso sobre qual o passo seguinte na minha vida. Basicamente, hesitava sobre o que queria fazer nos anos seguintes – continuar a carreira que tinha construído ao longo dos cinco anos anteriores ou mergulhar no estudo e prática do coaching?

Entramos na FNAC e decidi fazer uma experiência. Baixei-me para estabelecer contacto visual próximo com a minha filha e pedi-lhe para me prestar atenção. Disse-lhe qualquer coisa como “quero que dês uma volta pela loja e escolhas dois livros: um para ti e um para mim”! Com um sorriso na cara, ela partiu para desempenhar a sua missão. Com apenas três anos, teve de se esforçar um pouco para espreitar os livros na zona dos “adultos”. Ainda assim (já depois de ter escolhido um livro infantil para ela, claro) acabou por também selecionar um para mim. Fui acompanhando à distância, fascinado pela forma como ela contemplava as capas dos livros com seriedade. Quando, decidida, se aproximou de mim, disse “está aqui o teu livro, papá, gostei deste porque é azul”. Olhei com interesse a capa…

De todos os livros que podia ter escolhido, a minha filha agarrou n’”O Caminho Menos Percorrido” do Morgan Scott Peck! Se o título, em si, não pudesse já ser entendido como uma resposta metafórica à minha pergunta, o conteúdo foi esclarecedor. Escrito em 1978, este livro descreve, de forma fascinante, os atributos de um ser humano realizado, de acordo com a experiência de vida deste psiquiatra norte-americano. A leitura deixou-me esclarecido em relação a muitas das minhas questões. Logo no início do livro, Peck discute a forma como não somos ensinados a pensar – como simplesmente pensamos, sem questionar a forma como o fazemos. O que acabou por me influenciar a seguir estudos na área da Programação Neuro Linguística!

Percorrer “O Caminho Menos Percorrido” é um convite, um desafio, uma missão. E foi-me trazido, de forma tão decidida, por uma adorável criança de 3 anos.

2 Comments

  • Lisa Videira diz:

    Bravo, realmente foi um momento único e bem mágico. Sinto que também fui convidada a fazer o caminho menos percorrido e aceitei o convite! Agora só me falta terminar o plano de ataque e acreditar nele.

  • Sérgio Almeida diz:

    Foi um gosto ler este post. Encontro-me numa situação semelhante. Não li o livro “O Caminho Menos Percorrido” mas fiquei interessado. Obrigado pela partilha.

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