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Fazer escolhas é assustador!

By 11 Janeiro, 2019Reflexão

Todos entendemos que o que acontece na nossa vida é, em parte, resultado das nossas escolhas. E podemos até entender que algumas dessas escolhas podem ser alteradas. E isso, para a maior parte das pessoas, é assustador! Como sei que uma nova escolha vai funcionar? Como posso ter a certeza que estou a fazer a escolha certa? Como sei que não estou a piorar a minha vida em vez de a melhorar?

A possibilidade de escolher nem sempre esteve tão presente, claro. Durante algumas décadas, o caminho parecia estar traçado para cada um de nós. Conheces alguém de quem gostas e casas para a vida inteira. Encontras um trabalho e fazes isso até à reforma. Compras uma casa e vives aí toda a tua vida.

As escolhas, a acontecerem, eram num período muito específico das nossas vidas e mesmo que não nos agradassem muito as hipóteses, o tempo certo falava mais alto. “Está na hora de casares”, “é tempo de assentares”, “já tens idade para ter a tua casinha” e outras crenças do género levavam a que avançássemos, nem que fosse por condicionamento familiar e social.

Só que as mensagens começaram a mudar, começaram a abrir-se as possibilidades. Pelo menos para parte da população. Começaram a impor-se ideias de várias possibilidades de escolha, caminhos disruptivos, celebração da identidade, busca do propósito de vida, liberdade de criação do percurso de vida.

Que tipo de preparação recebemos para lidar com este súbito alargar de horizontes? Bem, na realidade, muito pouca! A escola continuou a educar-nos para o “passar de ano”, para o “pintar dentro dos contornos”, para o “faz o que te mandam”. Em casa continuamos, sobretudo, a receber estímulos ao “se calhar é melhor jogar pelo seguro”, “aproveita que parece uma coisa certinha”, “é melhor seguir o caminho que está a dar mais saída”.

Deram-nos um poder – o de escolher o desenho da nossa vida – e falaram-nos das coisas fundamentais que dependem do reclamar esse poder: a felicidade, o sucesso, a alegria, a realização. E, ao mesmo tempo, não nos prepararam para lidar com cenários de escolhas com resultados imprevisíveis, para a constante mudança do mundo moderno, para a incerteza associada às opções a tomar.

Criaram em nós, portanto uma bela de uma dissonância cognitiva na hora de tomar uma decisão, pois temos uma opinião ou um comportamento que não condiz com o que pensamos. O que leva muitos a ficarem paralisados. A continuarem a correr as opções ditas seguras, ou a manter as escolhas feitas no passado e que não estão a funcionar (na família, no romance, na carreira, nas finanças, na saúde), paralisados perante a ideia da mudança. Sofrendo por não estarem a ter a vida que queriam e sem capacidade de lidarem com as consequências da mudança.

O que fazer? Como ultrapassar este paradoxo?

Bem, é precisamente sobre isto que a Mia e eu falamos no episódio #80 do Podcast Inspiração Para Uma Vida Mágica!

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