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Desconstruir crenças para fazer magia!

By 26 Abril, 2015Cursos, Reflexão

“A primeira tarefa de qualquer bom ensinamento espiritual não é responder às tuas questões, e sim questionar as tuas respostas” – Adyashanti

Na base da forma como percepcionamos o mundo estão as nossas crenças e as nossas assunções – aquilo em que acreditamos e aquilo que assumimos como verdadeiro. Estas são notícias maravilhosas! Significam que, se tivermos a coragem de mudarmos as nossas crenças e as nossas assunções, teremos a possibilidade de mudar as nossas percepções. Se não estás a exultar com estas notícias é porque:

  1. já as conhecias e já revisitas regularmente o teu mapa de crenças; quando não te servem, alteras as mesmas – és um mágico da vida;
  2. tens uma crença que te diz que as crenças não são alteráveis – talvez sintas até essa crença como uma convicção inabalável e este texto possa não fazer de todo sentido para ti.

Exceptuando estes dois casos, estarás provavelmente entusiasmado com a ideia de mudares aquilo em que acreditas, se aquilo em que acreditas não te está a servir, certo?

Deixa-me fazer algumas considerações!

  • Toda a crença oferece, em princípio, algum tipo de ganho ao seu detentor – caso contrário ele não a teria, pura e simplesmente!
  • Ao alterar uma crença, perco sempre alguma coisa – nem que seja o tal ganho inconsciente que tinha com a “velha” crença
  • A “nova” crença só faz sentido à luz da… “nova” crença – ou seja, durante o processo de mudança existirá um espaço-tempo no limbo (já sem a “velha” crença e ainda sem a “nova” crença completamente instalada).

(este espaço-tempo no limbo pode ser uma experiência absolutamente libertadora, ao ponto de algumas pessoas quererem – intencionalmente – viver mais e mais tempo nesse limbo onde tudo é possível!)

Exemplo:

Breve conversa de coaching com um cliente que me diz que, no fundo, não acredita que consiga vir a ter sucesso nos seus empreendimentos empresariais. Como empreendedor, tem ideias criativas, monta planos de negócios e nada parece realmente funcionar. Descobre, durante a conversa, a tal crença limitadora – ele não acredita profundamente na possibilidade do sucesso empresarial. Sonha com o sucesso mas não acredita que lhe possa acontecer.

 

  • Exploramos o ganho desta crença: não ter desilusões, diminuir a incerteza, baixar as expectativas. Tudo ganhos inconscientes, e que, quando analisados conscientemente parecem meros estratagemas contraproducentes.
  • Discutimos a possibilidade de abdicar desses ganhos – abandonar a atitude emocionalmente protetora e defensiva (repara como parece tão irónico ser a crença de alguém que se lançou – várias vezes – no empreendedorismo)
  • E agora? Por uns instantes, o cliente não sabia em que acreditar! Bem-vindo ao limbo: cá está a oportunidade de instalar uma nova crença! Há múltiplas estratégias para o fazer – a melhor de todas é avançar rapidamente para um novo sistema de validação baseado em observar as coisas como elas são em vez de especular sobre o seu significado! (“vendemos 100 este mês” em vez de “estamos a vender pouco, o que significa que vou ter mais uma vez insucesso”)

Se o resultado não é o que queres, o que vais fazer em relação a isso? Age em vez de especular. São as crenças e assunções que criam a nossa experiência. Aprender a questioná-las, em vez de simplesmente gerar respostas condicionadas, é uma experiência corajosa… e, frequentemente, mágica! Pois é a partir da desconstrução das crenças limitadoras que podemos reconstruir a nossa experiência. Mãos à obra!

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